terça-feira, 26 de julho de 2011

Apicultura



É o ramo da agricultura que estuda as abelhas produtoras de mel e as técnicas para explorá-las convenientemente em benefício do homem. Inclui técnicas de criação de abelhas e a extração e comercialização de mel, cera, geleia real e própolis.
As abelhas melíferas são criadas em áreas onde haja abundância de plantas produtoras de néctar, como a laranjeira. Como norma, os maiores produtores de mel estabelecem suas colmeias em zonas de agricultura intensiva, já que não é prático cultivar plantas para a produção de mel.
A exploração dessa atividade sempre foi feita de maneira muito rudimentar, e os enxames eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel, tendo que se refazer a cada ano. Mas, com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com a abelha é diferente.
O apicultor é a pessoa que se encarrega de cultivar os produtos proporcionados pelas abelhas. As colmeias artificiais que o homem fornece às abelhas são muito variadas e têm evoluído com o tempo. As mais rústicas eram simples troncos ocos ou cestos de vime; hoje em dia, utilizam-se diferentes tipos de caixas, que são muito mais práticas e fáceis de manejar.
O apicultor sabe qual é o melhor momento para colher o mel e que quantidade pode extrair sem prejudicar as abelhas. Tira unicamente os favos que contêm mel maduro e os coloca em uma máquina centrífuga, que extrairá o mel sem quebrar os favos, que podem ser utilizados novamente. Antes de engarrafa-lo, filtra-o para que fique livre dos restos de cera.

APIÁRIO:
O apiário é um conjunto racional de colmeias, devidamente instalado em local preferivelmente seco, batido pelo sol, de fácil acesso, suficientemente distante de pessoas e animais, provocando o confinamento das abelhas. Ele sofrerá a interferência de fatores do meio ambiente no qual esta instalado, tais como: temperatura, umidade, chuvas, florações, ventos, pássaros predadores, insetos inimigos e concorrentes.
O progresso do apiário dependerá, em grande parte, do meio ambiente no qual esta instalado, onde vivem e trabalham as abelhas. Por isso, caberá ao apicultor, o correto manejo das abelhas, para obter resultados positivos no desenvolvimento do apiário.

A APICULTURA MIGRATÓRIA OU MÓVEL:
É fundamentada na mudança de conjuntos de colmeias (apiários) de uma região para outra acompanhando as floradas com vistas à produção de mel e para a prestação de serviços de polinização.
Para o desenvolvimento desta modalidade de exploração altamente especializada, se torna necessária uma tecnologia adequada, complementada também por equipamentos apropriados para facilitar a manipulação das colmeias, permitir fácil transporte e proporcionar a necessária resistência para os constantes deslocamentos das colmeias.
Com o surgimento de extensa área de culturas mecanizadas, derrubadas da vegetação nativa para dar lugar a imensos reflorestarnentos com essências florestais melíferas ou não e ainda o perigo dos inseticidas para as abelhas, a sobrevivência futura da apicultura vai depender da migração para procurar novas fontes de alimento, como também, fugir com as colméias, quando da aplicação de inseticidas nas culturas próximas ao apiário.
Por outro lado, os extensos pomares e outras culturas já reclama a presença urgente de abelhas para manter sua frutificação e qualidade da produção e que encontram na apicultura migratória a grande solução, a exemplo dos países com agricultura desenvolvida.
A nova modalidade de exploração apícola, além de significar um incentivo para a apicultura industrial, é também o caminho para possibilitar a prestação de serviços de polinização entomófila com abelhas nos pomares e culturas.

ESCOLHA DO LOCAL:
A localização do apiário é um dos fatores mais importantes para o sucesso da apicultura. Vale a pena gastar um pouco de tempo na identificação do melhor local da propriedade para a instalação do apiário.
Antes de instalar suas colméias, o apicultor deve levar em conta a disponibilidade de água e alimentos (floradas) para suas abelhas, procurar protegê de ventos fortes, correntes de ar, insolação intensa e umidade excessiva. Mas a maior preocupação do apicultor deve ser com relação á segurança de pessoas e animais. Este ponto é muito importante.
Naturalmente, o acesso ao apiário deve ser fácil, a fim de economizar tempo e reduzir os trabalhos do apicultor. No entanto, as colméias devem estar distantes 200 a 300 metros, no mínimo, de qualquer tipo de habitação, estradas movimentadas e criações de animais. Afinal, as abelhas são seres extremamente sensíveis a odores exalados por animais e pelo homem e irritam - se com qualquer tipo de movimentação anormal que ocorra nas proximidades da colmeia. E nunca é demais lembrar que seu veneno, quando injetado em grandes quantidades, é fatal para a maioria dos seres vivos, inclusive o homem.
Para prevenir o ataque de inimigos naturais das abelhas, mantenha o gramado do apiário bem limpo, livre de mato e de arbustos que dificultem o voo das campeiras. A utilização de projetores antiformigas nos cavaletes e de função ímpar, pois um ataque de formigas a exames pequenos em desenvolvimento, praticamente dizima toda a família.
Produtores comerciais de mel, cera e geleia real costumam proteger suas colméias construindo uma espécie de galpão aberto, que abriga o apiário de chuvas fortes e da incidência direta do sol. Além de proporcionar uma defesa mais adequada contra as variações, climáticas, este tipo de proteção é bastante econômico para o apicultor, já que aumento a vida útil das caixas.
Um último cuidado: o apiário deve guardar uma única distância de aproximadamente cinco quilômetros de localização de outro apiário.

ÁGUA:
Assim como para o homem à água é um elemento vital para as abelhas; ela entra na composição do mel, da cera, e da geleia real produzida pela família. Por isso, é muito que haja água limpa e em abundância próxima ao apiário. Caso não exista nenhuma nascente ou curso d'água próximo ao apiário, o apicultor deverá providenciar o seu fornecimento. Esta providencia deve ser tomada antes da instalação das caixas, para não perturbar o trabalho das colônias.
Há várias formas de transportes da água até o apiário. Pode-se, por exemplo, canaliza-la até um barril dotado de torneira, que é mantida aberta, de forma a deixar que a água simplesmente pingue sobre um pano colocado num estrado. Pode-se trazer a água canalizando-a através de bambus ou tubulações, de forma que ela caia pingando sobre um pano, num ponto próximo ao apiário. Não existe, entretanto, uma receita pronta. Tudo vai depender das condições da propriedade, bem como de sua criatividade. Uma particularidade: as abelhas apreciam água levemente salgada.

FLORA APÍCULA:
A flora apícola é o que se pode chamar de pastagem das abelhas. É das flores que as abelhas recolhem o néctar e o pólen, que vão alimentar a colônia.
Consequentemente, boas fontes de pólen e néctar contribuem para aumentar a produção do apiário. Por isso, sempre que possível, o apicultor deve planificar a formação do pasto apícola antes mesmo da instalação do apiário.
Há plantas que produzem flores com elevada concentração de néctar, outras que produzem bastante pólen e outras ainda que forneçam igualmente pólen e néctar. Infelizmente, não existe o chamado pasto apícola ideal. Uma espécie vegetal de alto potencial apícola- o eucalipto, por exemplo, pode não se adaptar à sua propriedade. Aliás, para o apicultor iniciante, o pasto apícola composto por monocultura deve ser evitado, por proporcionar alimento às abelhas durante uma única época do ano. A exploração do pasto apícola de monocultura sé se justifica na atividade comercial, quando o apicultor realiza a chamada apicultura migratória. Neste caso, o produtor leva suas colméias a pomares ou culturas de floração, transferindo - as para o outro pasto assim termina a florada.
A apicultura fixista, praticada principalmente por pequenos produtores, sitiantes, hobbistas e iniciantes, é mais indicada exploração do pasto apícola constituído por espécies nativas, principalmente árvores que, pela sua diversificação, podem garantir alimento às abelhas continuamente, ainda que, em pequenas quantidades. A partir daí, cabe ao apicultor promover o melhoramento dessa pastagem, introduzindo variedades de maior valor apícola, desde que adaptadas à região onde se situa a propriedade. Culturas de médio porte e arbustivas, de alto potencial apícola, devem ser cultivadas próximas ao apiário. Algumas boas fontes de néctar e pólen que podem melhorar a alimentação das abelhas são melilotus, manjericão, manjerona, cosmos, guandu, colza, girassol, citros, frutíferas em geral, curcubitáceas (abóbora, abobrinha, melão, pepino etc.), leguminosas de uma forma geral, hortaliças, entre outras.
Até as chamadas plantas daninhas são excelentes fontes de alimento para as abelhas. Plantas como o assapeixe, carqueja, vassourinha, gervão, trapoeraba, sete - sangrias, vassoura, picão, entre tantas outras consideradas matos devem ser encaradas como fontes de néctar e pólen para as abelhas.
Não deixe também de cultivar, próximo ao apiário, plantas aromáticas e medicinais, pois seu odor atrai muito as abelhas e diversificara ainda mais as fontes de alimento das colônias.
Uma palavra final: o mais importante, na formação do pasto apícola, é que o apicultor procure identificar as espécies mais apropriadas e adaptadas a sua propriedade. Um exemplo: a astrapéia (lombeija). Essa planta tem a vantagem de florescer em pleno inverno garantindo, assim, alimento à família num período de escassez.

CONSTRUÇÕES DAS COLMEIAS:
O tipo mais usual em todo mundo é a colmeia Langstroth, americana, que se adaptou muito bem no Brasil. Esse tipo de colmeia é mais espaçoso do que os outros e muito favorável ao nosso clima. No inverno mais rigoroso, pode-se colocar o diminuidor de entrada do alvado (abertura por onde entram e saem às abelhas), mas deve ser retirado no verão a fim de que haja maior aeração dentro da colméia.
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          A colmeia completa compõe-se das seguintes peças: assoalho, com um comprimento maior que o da caixa e possui o alvado; ninho: é colocado sobre o fundo e destina-se à postura dos ovos da rainha. Coloque no ninho dez quadros e cubra- os com uma tela excluidora, para evitar a subida da rainha para a melgueira, que é colocada sobre o ninho, com dez quadros para a posição do mel, e por último os quadros para a deposição do mel, e por onde são construídos os favos.
Além de uma ou duas melgueiras, o apicultor poderá colocar muitas outras, se assim o desejar, de acordo com a produção de mel e consequentemente a florada local. Quando a primeira está cheia de mel, pode-se optar entre a colheita de mel, ou a colocação de uma nova sobre a caixa.           Muitas vezes, em boas floradas, alguns apicultores chegam a colocar até quadros melgueiras sobre o ninho.
O pequeno apicultor, isto é, aquele que deseja manter apenas algumas caixas de abelhas para o seu uso, pode, por exemplo, adquirir apenas um jogo de colméias completo, depois de construir as demais, seguindo à risca as medidas daquela que foi adquirida. Para se confeccionar a colmeia, basta apenas uma serra circular e habilidade manual, as quais ficarão bem mais em conta do que as vendidas em casas especializadas.
Na confecção dos quadros, não há necessidade de fazer recorte da madeira, a fim de dar espaço entre os mesmos por ocasião da disposição no ninho ou melgueira. Nas casas especializadas são vendidos espaçadores, os quais devem ser colocados no lado dos quadros a fim de dar o espaçamento certo entre elas. O mais importante nas colméias são as medidas internas nos ninhos e melgueiras, como também as medidas externas dos quadros.
Falamos em medidas exatas, porque os quadros da colmeia "A" podem ser utilizados na colmeia "B", principalmente quando se utiliza a centrífuga para a extração do mel. Ainda quando se adquire um enxame, os quadros que virão com abelhas, crias e a respectiva rainha, irão adaptar - se perfeitamente em nossa colmeia e assim sucessivamente.
As medidas da colmeia americana são as seguintes: ninho 37 cm de largura; 46,5 cm de fundo e 24 cm de altura; enquanto que a melgueira tem também 37 cm de largura, 46,5 cm de fundo e 14,5 cm de altura. As medidas acima são internas.
Os quadros para o ninho possuem as seguintes medidas externas: 48,1 cm de comprimento na parte superior, embaixo 45 cm e a altura é de 21,5 cm; os quadros para a melgueira tem as mesmas larguras do ninho; a altura é de 12.0cm. A espessura dos quadros é de 1.0 cm.
A madeira empregada para a construção das colméias normalmente é o pinho- do- paraná. O ninho, melgueira, assoalho e tampa são confeccionados com madeira de espessura de 2 cm e os quadros com madeira de 1cm.
Já vimos colméias fabricadas com certos tipos de madeira, que após o calor, os quadros ficam embodocados, isto é, não dando o espaço certo para a confecção sistemática dos favos. As próprias caixas também envergam, formando grandes frestas.
Tanto no ninho como na melgueira, devem ser feitos um rebaixo para acomodar, isto é, assentar os quadros sendo a altura de 1,9cm e a largura de 1cm. Há quem faça o rebaixo vertical 5mm mais profundo, colocando para compensar os 5mm uma tira de chapa, para facilitar a retirada dos quadros,os quais são menos vedados pela própolis.

PINTURA DAS CAIXAS:
Uma vez prontas as colméias, como ficarão praticamente expostas ao tempo, convém pintá-las com tinta a óleo, dando preferência para as cores claras, como branco, creme, azul- claro, verde-claro, com duas ou três demãos; isto deve ser feito apenas nas partes externas.
Outro tipo de colmeia é a Schimer, que à diferença das americanas, apresenta seus quadros na posição transversal ou perpendicular à entrada da colmeia, dificultando, assim, a entrada de ar.

INICIO DA CRIAÇÃO DE ABELHAS:
Você pode conseguir as abelhas para iniciar sua criação de três diferentes maneiras; comprando colônias de apicultores comerciais, capturando colméias em estado natural ou atraindo famílias em enxameação para caixas - armadilhas ou caixas - iscas.
Cada um dos processos apresenta vantagens e desvantagens. Comprar as abelhas, simplesmente, pode ser bastante cômodo. Ocorre que a operação não é financeiramente viável para o produtor que pretende expandir sua criação e o apicultor não tem a oportunidade de desenvolver experiências. Por outro lado, este sistema é bastante prático e simples.
Já os apicultores mais experimentados que as colônias capturadas em caixas - iscas são as que se desenvolvem mais rapidamente e as mais dóceis e fáceis de serem trabalhadas. Eles explicam que isto se deve em razão da índole mais domesticável das abelhas que se sujeitam a caixas - iscas. Apesar da falta de comprovação científica, o fato é que vários apicultores garantem que as abelhas que aceitam caixas - iscas são realmente menos agressivas que as capturadas na natureza. A desvantagem deste sistema está justamente na limitação e expansão do apiário, uma vez que não se pode prever quantas colônias poderão ser atraídas para as caixas - iscas.
Finalmente, podem-se capturar enxames na natureza, removendo famílias inteiras de seu habitat natural, como cupins, troncos ocos de árvores, telhados, pneus, assoalhos, muros etc.
Dos três, a captura de enxames é certamente o mais trabalhoso. Mas ele apresenta várias vantagens: é barato (não é dispendioso), possibilita rápida expansão do apiário e consequente aumento de produção, e talvez o mais forte motivo- coloca o produtor em contato direto com as abelhas, proporcionando - lhe uma vivência que lhe será muito útil no manuseio de suas colméias, no dia a dia. De fato, na operação de captura de enxames na natureza é, possivelmente, a melhor instrução que o apicultor iniciante pode Ter. Para um bom número de apicultores, aliás, a captura do enxame é a primeira oportunidade de contato com as abelhas. Se este é o caso, atenção para os seguintes passos para capturar um enxame.

CAPTURA DO ENXAME:
Localizada na colmeia, a primeira providência é cuidar do material que será usado na operação: além da vestimenta completa o apicultor deverá ter à mão o fumegador; a caixa, feita de madeira mais leve que as habituais, para facilitar o transporte, e com muita ventilação lateral - coloque estes dispositivos de ventilação usados em armários embutidos e sobretampa de tela; quadros vazios ( que receberão os favos de cria); quadros com cera alveolada, para completar espaços vazios; barbantes ou elásticos de boa qualidade para fixar os favos nos quadros; serragem grossa; faca afiada para cortar os favos; e um borrifador com xarope feito de água e mel, ou açúcar; vassourinha de pelos macios e brancos; e duas bacias com boca larga e panos para cobrirem ( onde serão colocadas as sobras ou favos não aproveitados).
A captura do enxame deve ser feita exatamente como se deve trabalhar com as abelhas no apiário:
Procure trabalhar sempre em dias claros ou de sol, quentes, se possível. Nestas condições, um número maior de campeiras estará trabalhando na coleta de néctar e pólen. Assim, menos abelhas estarão defendendo a colmeia, no momento da operação.
Faça o trabalho sempre com a ajuda de um parceiro. Na apicultura toda tarefa feita a quatro mãos é mais fácil de ser realizada.
Faça o trabalho com paciência. Movimentos calmos, cuidadosos e delicados são indispensáveis. Qualquer gesto mais brusco pode irritar as abelhas e tornar impraticável a tarefa, sem falar nos riscos para sua própria segurança.
Nunca dispense o uso do fumegador e jamais trabalhe sem a vestimenta apropriada. (lembre- se que é o homem que se acostuma com as abelhas, e não as abelhas com o homem).
Agora que já estamos preparados para lidar com as abelhas, vamos ver quais as situações mais comuns para a captura de enxames.
1)- Enxames localizados em árvores, beirais etc. É, de certa forma, bastante frequente a ocorrência de exames em galhos de árvores. Isso acontece quando uma família está enxameado, isto é, multiplicando a colônia e procurando uma nova moradia. Neste caso, não perca tempo: aproxime- se do enxame viajante com a caixa completa, contendo os quadros já preenchidos com cera alveolada e previamente borrifada com xarope de erva- cidreira. Borrife as abelhas com o xarope de água e mel, para diminuir sua agressividade. Se o enxame for grande, mantenha a metade dos quadros na caixa, para dar espaço às abelhas.
Um dos dois parceiros segura a caixa, com seu bojo exatamente sob o enxame. Caberá ao outro a tarefa de sacudir sobre ela o "bolo" de abelhas, com um golpe rápido e seco. Coloque a tampa da caixa, e obstrua a entrada com um pano ou pedaço de espuma. Pronto! Sua primeira colmeia já pode ser instalada no apiário definitivo, sobre cavalete individual, de preferência.
2)- Enxames em locais de difícil acesso- Se o enxame estiver abrigado em local de difícil acesso (cupinzeiro, ocos de árvores, fendas de pedras, forros de casas, o procedimento é diferente. Você e seu parceiro vão precisar do fumegador (já aceso), da caixa contendo quadros vazios, a faca, o espanador e a bacia com pano.
Antes de mais nada, trate de dirigir a fumaça para a colmeia natural, para abrigar as abelhas a saírem de sua morada. Assim, só ficarão no seu interior, os favos com crias, as abelhas nutrizes (que ainda não conseguem voar) e a abelha rainha.
Enquanto seu parceiro cuida do fumegador, procure localizar os favos com cria. Se a colmeia estiver alojada em cupinzeiro ou tronco de árvore, utilize enxada ou machado para facilitar o acesso aos favos com cria. Eles são a chave da operação, pois, uma vez capturados e transferidos para sua caixa, vão atrair todas as abelhas da colmeia. As crias atuam, portanto, como verdadeiras "iscas".
Localizados os favos com crias (que ficam na região central do ninho), remova-os com a ajuda da faca, recortando os no maior tamanho possível. Encaixe estes favos nos quadros vazios e amarre- os firmemente com o barbante, com a ajuda de seu parceiro.
Caso haja favos vazios ou com mel, a distribuição no interior da colméia deve ser a seguinte: favos com cria no centro, favos os vazios ou com pólen e, nas extremidades, favos com mel.
Finalizada a transferência dos favos para sua caixa, remova todos os vestígios da colmeia anterior. Lembre-se que os favos com cria são mais preciosos para o apicultor do que os com mel. Caso sobrem favos vazios ou com mel, guarde-os na bacia e recubra-os com o pano.
Finalizada a operação de transferência, instale sua caixa exatamente no mesmo lugar da colmeia original, tomando o cuidado de manter o alvado na mesma posição da entrada da antiga colmeia.
Mantenha sua caixa com o enxame capturado neste ponto até o fim do dia para capturar o máximo de abelhas campeiras. À noitinha, tampe o alvado com uma tela para ventilação ou pano ou ainda espuma, e transfira sua caixa para o apiário definitivo.
Parabéns! Sua criação de abelhas está começando. Você vai viver, a partir de agora, a fase mais fascinante da apicultura.

 INSTALAÇÃO DAS COLMEIAS:
O verdadeiro trabalho do apicultor começa após a instalação de suas primeiras colméias. É aqui que começam as diferenças entre a apicultura racional da pilhagem ou exploração de enxames que vivem em estado natural. E o papel do apicultor é o de amparar suas abelhas nos momentos mais difíceis, para poder beneficiar- se nos estágios em que as colméias se encontram na plenitude produtiva.
Para tanto, é preciso que se entenda que a colônia vive em constante ciclo: nos períodos de escassez de alimento, a família definha, os zangões são expulsos da colmeia, cai a postura da rainha e, consequentemente, diminui ou cessa a produção de mel, pólen e cera.
É nesse momento que entra a ação do apicultor, socorrendo sua colônia. Ele deve providenciar alimento artificial para sua criação (como veremos adiante), reduzir a entrada do alvado nos períodos de frio, para auxiliar a manutenção da temperatura ambiente no interior da colmeia, fornecer cera alveolada para poupar as abelhas da trabalhosa tarefa de produzir cera, verificar o estado dos quadros etc.
Já nas épocas de floradas abundantes, a produção de mel da colônia, desde que em tudo esteja correndo satisfatoriamente, é farta o bastante para que o homem- o apicultor, no caso - possa colher boa parte para si, sem causar prejuízo às abelhas. Igualmente cresce a produção de pólen, cera, geleia real e própolis, que pode ser explorada, racionalmente, pelo apicultor. A colônia cresce, permitindo que o apicultor promova o desenvolvimento de seu apiário, fortalecendo famílias fracas, desdobrando colônias mais vigorosas, aumentando assim seu apiário e criando novas rainhas para substituir as já velhas, cansadas e decadentes.

MANEJO DA COLMEIA:
Para verificar o andamento dos trabalhos da colmeia e interferir nos momentos de necessidade - como, por exemplo, fornecer alimento nos períodos de carência, verificar a conformação dos favos e a posturas da rainha etc. - o, apicultor deve fazer inspeções periódicas.
Este trabalho de revisão, como foi dito, deve ser feito pelo apicultor devidamente trajado com sua vestimenta, em dias quentes e ensolarados e, preferencialmente, com a ajuda de outro colega. Neste tipo de atividade, o uso do fumegador é obrigatório e o trabalho deve ser feito de forma rápida, em movimentos tranquilos, delicados, porém decididos. Gestos ou ações bruscas podem provocar a irada reação das abelhas.
Para realizar o trabalho de inspeção ou revisão, aproxime-se sempre pelo lado de trás da caixa. Nunca interrompa, com o corpo, a linha de voo das abelhas, que entram e saem da caixa em busca de alimentos.
O trabalho de inspeção começa sempre com a fumegação da caixa. Não faça fumaça em excesso para não provocar o efeito contrário ao desejado, ou seja, acabar irritando as abelhas; procure sempre fumegar ao lado até chegar a fumaça branca e não tão quente. Antes de abrir a caixa para fazer trabalho de revisão propriamente dito, faça fumaça junto ao alvado. Duas ou três baforadas leves bastam. Para abrir a tampa, e começar o trabalho de revisão, enquanto uma pessoa abre o teto da caixa a outra faz fumaça sobre a caixa horizontalmente. Nunca diretamente sobre os quadros. Duas a três baforadas são suficientes. Que a fumaça seja fria ou branca e nunca quente ou azul.

O QUE VERIFICAR NAS CAIXAS:
Não se esqueça de que toda interferência no trabalho das abelhas deve limitar-se ao essencialmente necessário, para não prejudicar o desenvolvimento da colônia. Basicamente, o trabalho de revisão das colméias é feito para verificar:
1) A DISPOSIÇÃO DOS QUADROS- Os favos, sejam eles de cria ou de mel, devem estar em bom estado. Favos escuros, retorcidos ou danificados devem ser substituídos por favos com cera nova alveolada.
2) A POSTURA DA RAINHA- Os favos, principalmente os de centro do ninho, onde se desenvolve a família na colmeia, devem ser examinados para constatar a presença de larvas e ovos. É uma operação delicada e que requer atenção visual, pois os ovos são pequenos, medindo cerca de 2mm. A ocorrência de favos com pequeno número tanto de crias, abertos ou fechados, como de ovos depositados, é sinal de que a rainha está fraca ou decadente e deve ser substituída.
3) ESPAÇO PARA A FAMÍLIA SE DESENVOLVER- Se os favos da caixa estão todos ocupados, com crias ou com alimento - mel e pólen-, o apicultor deve providenciar mais espaço para a família, ou seja, uma caixa extra, com quadros dotados de cera alveolada, em cujos favos a rainha poderá depositar seus ovos. Um indício de que a caixa está "lotada", ou seja superpovoada, é a formação daquilo que os apicultores denominam de "barba" de abelhas: a disposição, nos dias quentes, de numerosas abelhas na entrada das colmeia, em forma de cacho.
4) COLOCAÇÃO DE MELGUEIRAS- O apicultor deve observar o fluxo de néctar que está entrando na colmeia e colocar sobre o ninho uma ou duas melgueiras.
5) SINAIS DE DOENÇA- A presença de larvas mortas nos favos e de abelhas mortas no assoalho da caixa é indício de ocorrência de doença na família. Uma colmeia sadia é sempre limpa e higiênica.
6) FALTA DE ALIMENTO- Na entressafra, ou seja, nos períodos em que não há florada, principalmente durante o inverno ou nas estações de muita chuva, verifique se a família tem alimento suficiente. Caso contrário, você deverá fornecer alimentação artificial à colônia.
7) COLETA DE MEL- Durante a florada, colha o mel que estiver maduro devolvendo os quadros, vazios e limpos, às melgueiras.
8) CONTROLE DE ENXAMEAÇÃO- Para evitar que parte da colônia enxameie, ou seja, que abandone a colmeia, verifique se a família está formando realeiras nos favos. As realeiras, que são cápsulas destinadas à criação de rainhas, são formadas normalmente, nas extremidades dos quadros, apresentando a forma de um casulo parecido com uma casca de amendoim. Elimine, se for o caso, estas cápsulas para não perder a colônia.

MANEJO DAS ABELHAS:
O verdadeiro trabalho do apicultor começa após a instalação de suas primeiras colméias. É aqui que começam as diferenças entre a apicultura racional da pilhagem ou exploração de enxames que vivem em estado natural. E o papel do apicultor é o de amparar suas abelhas nos momentos mais difíceis, para poder beneficiar- se nos estágios em que as colméias se encontram na plenitude produtiva.
Para tanto, é preciso que se entenda que a colônia vive em constante ciclo: nos períodos de escassez de alimento, a família definha, os zangões são expulsos da colmeia, cai a postura da rainha e, consequentemente, diminui ou cessa a produção de mel, pólen e cera.
É nesse momento que entra a ação do apicultor, socorrendo sua colônia. Ele deve providenciar alimento artificial para sua criação (como veremos adiante), reduzir a entrada do alvado nos períodos de frio, para auxiliar a manutenção da temperatura ambiente no interior da colmeia, fornecer cera alveolada para poupar as abelhas da trabalhosa tarefa de produzir cera, verificar o estado dos quadros etc.
Já nas épocas de floradas abundantes, a produção de mel da colônia, desde que em tudo esteja correndo satisfatoriamente, é farta o bastante para que o homem- o apicultor, no caso - possa colher boa parte para si, sem causar prejuízo às abelhas. Igualmente cresce a produção de pólen, cera, geleia real e própolis, que pode ser explorada, racionalmente, pelo apicultor. A colônia cresce, permitindo que o apicultor promova o desenvolvimento de seu apiário, fortalecendo famílias fracas, desdobrando colônias mais vigorosas, aumentando assim seu apiário e criando novas rainhas para substituir as já velhas, cansadas e decadentes.

A INSPEÇÃO DA COLMEIA:
Para verificar o andamento dos trabalhos da colmeia e interferir nos momentos de necessidade - como, por exemplo, fornecer alimento nos períodos de carência, verificar a conformação dos favos e a posturas da rainha etc. - o, apicultor deve fazer inspeções periódicas.
Este trabalho de revisão, como foi dito, deve ser feito pelo apicultor devidamente trajado com sua vestimenta, em dias quentes e ensolarados e, preferencialmente, com a ajuda de outro colega. Neste tipo de atividade, o uso do fumegador é obrigatório e o trabalho deve ser feito de forma rápida, em movimentos tranquilos, delicados, porém decididos. Gestos ou ações bruscas podem provocar a irada reação das abelhas.
Para realizar o trabalho de inspeção ou revisão, aproxime-se sempre pelo lado de trás da caixa. Nunca interrompa, com o corpo, a linha de voo das abelhas, que entram e saem da caixa em busca de alimentos.
O trabalho de inspeção começa sempre com a fumegação da caixa. Não faça fumaça em excesso para não provocar o efeito contrário ao desejado, ou seja, acabar irritando as abelhas; procure sempre fumegar ao lado até chegar a fumaça branca e não tão quente. Antes de abrir a caixa para fazer trabalho de revisão propriamente dito, faça fumaça junto ao alvado. Duas ou três baforadas leves bastam. Para abrir a tampa, e começar o trabalho de revisão, enquanto uma pessoa abre o teto da caixa a outra faz fumaça sobre a caixa horizontalmente. Nunca diretamente sobre os quadros. Duas a três baforadas são suficientes. Que a fumaça seja fria ou branca e nunca quente ou azul.

O QUE VERIFICAR NAS CAIXAS:
Não se esqueça de que toda interferência no trabalho das abelhas deve limitar-se ao essencialmente necessário, para não prejudicar o desenvolvimento da colônia. Basicamente, o trabalho de revisão das colméias é feito para verificar:
1) A DISPOSIÇÃO DOS QUADROS- Os favos, sejam eles de cria ou de mel, devem estar em bom estado. Favos escuros, retorcidos ou danificados devem ser substituídos por favos com cera nova alveolada.
2) A POSTURA DA RAINHA- Os favos, principalmente os de centro do ninho, onde se desenvolve a família na colmeia, devem ser examinados para constatar a presença de larvas e ovos. É uma operação delicada e que requer atenção visual, pois os ovos são pequenos, medindo cerca de 2 mm. A ocorrência de favos com pequeno número tanto de crias, abertos ou fechados, como de ovos depositados, é sinal de que a rainha está fraca ou decadente e deve ser substituída.
3) ESPAÇO PARA A FAMÍLIA SE DESENVOLVER- Se os favos da caixa estão todos ocupados, com crias ou com alimento - mel e pólen-, o apicultor deve providenciar mais espaço para a família, ou seja, uma caixa extra, com quadros dotados de cera alveolada, em cujos favos a rainha poderá depositar seus ovos. Um indício de que a caixa está "lotada", ou seja superpovoada, é a formação daquilo que os apicultores denominam de "barba" de abelhas: a disposição, nos dias quentes, de numerosas abelhas na entrada das colmeia, em forma de cacho.
4) COLOCAÇÃO DE MELGUEIRAS- O apicultor deve observar o fluxo de néctar que está entrando na colmeia e colocar sobre o ninho uma ou duas melgueiras.
5) SINAIS DE DOENÇA- A presença de larvas mortas nos favos e de abelhas mortas no assoalho da caixa é indício de ocorrência de doença na família. Uma colmeia sadia é sempre limpa e higiênica.
6) FALTA DE ALIMENTO- Na entressafra, ou seja, nos períodos em que não há florada, principalmente durante o inverno ou nas estações de muita chuva, verifique se a família tem alimento suficiente. Caso contrário, você deverá fornecer alimentação artificial à colônia.
7) COLETA DE MEL- Durante a florada, colha o mel que estiver maduro devolvendo os quadros, vazios e limpos, às melgueiras.
8) CONTROLE DE ENXAMEAÇÃO- Para evitar que parte da colônia enxameie, ou seja, que abandone a colmeia, verifique se a família está formando realeiras nos favos. As realeiras, que são cápsulas destinadas à criação de rainhas, são formadas normalmente, nas extremidades dos quadros, apresentando a forma de um casulo parecido com uma casca de amendoim. Elimine, se for o caso, estas cápsulas para não perder a colônia.

MULTIPLICAÇÃO ARTIFICIAL DAS ABELHAS:
Este trabalho, no entanto, só deve ser feito nos períodos de maior florada e de boas condições climáticas (ausência de chuvas contínuas e nos períodos de calor). Naturalmente, a família que se pretende dividir deve ser populosa, forte, possuir um bom número de crias e, de preferência, propensa a enxamear. Para dividir a família, proceda da seguinte forma:
Transporte a colmeia populosa para novo ponto, distante pelo menos cinco metros do local original.
Instale, no local original onde estava a colmeia populosa, uma nova caixa.
Transfira da colmeia populosa para a nova caixa todos os quadros com cria nova (alveolos não operculados) e ovos, um ou dois favos com cria madura (alveolos operculados) e metade dos favos com mel. Complete com quadros contendo cera alveolada, e transfira algumas abelhas nutrizes da colmeia populosa para a nova.
Existindo quadros com realeiras, transfira-os para a nova caixa. Isto vai auxiliar o desenvolvimento da nova família.
Feita a divisão, na caixa forte, que foi transferida de lugar, ficarão a rainha as abelhas novas 9 nutrizes, faxineiras e engenheiras), os quadros com cria madura e quadros com mel. Completando a caixa, coloque os quadros contendo cera alveolada.
A nova colmeia receberá todas as abelhas campeiras que, com a ajuda das nutrizes, vão criar nova rainha, aproveitando a existência de realeiras ou, na falta destas, das larvas e ovos.
Há diversos outros métodos de divisão de famílias, mas todos eles se baseiam neste mesmo sistema. O processo descrito aqui é o mais empregado, por ser o mais simples e prático.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cunicultura:



Manejo:
Idade: A vida do coelho, normalmente, varia entre 8 a 10 anos, há registros de animais que ultrapassaram os 15 anos, mas sua vida útil em questões de aproveitamento na produção industrial é de 4 a 5 anos, após isto os animais declinam, adquirindo peso excessivo e ficando mais sujeito a enfermidades, por esta razão são destinados ao abate.
 Métodos de identificação: Existem vários tipos de identificação, podemos destacar a identificação por características particulares, identificação das gaiolas ou identificações de indivíduo.
Identificação por características particulares - é um método muito básico e não atende as necessidades de uma produção comercial, ficando restrita a pequenas criações domésticas composta de pequenas quantidades de matrizes e reprodutores.
Identificação de gaiolas - destinada a pequenos produtores, é um bom método quando utilizado com critérios, os animais correspondem aos números identificados nas fichas, mas não é seguro basta a troca de locais ou a morte para que deixe de ser eficiente.
Identificação individual - a forma mais eficiente de identificação é fixar uma marca no corpo do animal, em coelhos isto se dá nas orelhas, por ser um local de fácil observação. Alguns criadores utilizam cortes nas bordas, estabelecendo desenhos, isto é mais comum no manejo de rebanhos suínos, outros identificam, com anéis metálicos ou plásticos, fixados como brincos, forma mais comum entre produtores bovinos. No caso da cunicultura utilizamos um instrumento denominado "tatuador", que tem o mesmo princípio de uma tatuagem convencional, injetar pigmentos na epiderme, tornando a identificação duradoura. São letras e números formadas por muitas agulhas que aplicadas nas orelhas, perfura a pele, deixando a tinta penetrar nos orifícios tornando visível a numeração.
Reprodução: À semelhança de outras criações, o coelho pode se reproduzir pelos métodos naturais ou artificiais:
Manta Natural - o coelho é um animal dos mais prolíferos, sua gestação dura de 28 a 32 dias, os machos são muito ativos e não existe nenhuma dificuldade em sua reprodução, tanto é que tem se tornado um incômodo para alguns países, como na Austrália, criados soltos, foram tão eficientes que tornaram-se praga, destruindo plantações, foi necessária a construção de uma cerca metálica para isolar grandes extensões de terra. Desta forma o coelho é um animal que não necessita de auxílio para sua multiplicação. A monta é simples e rápida, o macho se prende ao dorso da fêmea, abocanhando sua sernelha (nuca), após movimentos contínuos atinge o ápice dando um salto para frente, emitindo um som característico.
Inseminação Artificial - utilizado em criações industriais, este método tem por finalidade a melhoria genética, além de aumentar a eficiência na quantidade de láparos nascidos. Esta tecnologia tem se desenvolvido com rapidez e já existem instrumentos e métodos complexos que tem agilizam a obtenção de novos resultados. Consiste em coleta de sêmen, manipulação e introdução em matrizes preparadas.
Desmame: Os láparos podem ser separados aos 30 dias de vida das matrizes e colocados em gaiolas coletivas, nesta época de desmama que é preferível fazer sexagem, pesagem e identificação, a mais utilizada é a tatuagem, para melhor controle de escrituração zootécnica, podendo-se também tirar a matriz da gaiola.
A produção de leite de uma matriz atinge o ápice de produção em 21 dias, caindo o pico após este período, porém desmamar os láparos antes dos 28 dias aumenta a probabilidade desta matriz ter mamite (Mastite), apesar que, aumentar o tempo de lactação por mais 30 dias só traz desvantagens, pois a produção de leite é pequena e a quantidade de ração consumida é grande.
O sistema em que se cobre a matriz 26 dias após o desmame, resultando em 6 gestações por ano é o mais recomendado pois facilita a utilização intensa da matriz, sem afetar seu desempenho reprodutivo, este sistema só não é indicado para criadores de coelhos para pêlos, pois para este tipo de exploração recomenda-se no máximo 3 a 4 partos anuais por matriz.


Instalações:
 A criação doméstica não há necessidade de tantos gastos como numa indústria. Mas, para evitar prejuízos, são necessárias, pelo menos, as seguintes instalações e equipamentos: gaiola, bebedouro, comedouro, manjedoura, ninho e cobertura. Saiba, agora, como se monta um coelhário.
A primeira preocupação deve ser com relação à água, que deve ser potável. As instalações precisam oferecer aos coelhos uma boa aeração, condições para que eles que eles não sofram com as mudanças brutas de temperatura e para que fiquem protegidos das chuvas, ventos, frio e sol direto.
Providencie, então, o galpão, que poderá ser construído de blocos de cimento de 10 cm, até a altura de 1,50m, fazendo-se pilares para sustentação do telhado, o qual poderá ser de duas ou uma só água. A cobertura pode ser feita com telhas de amianto, que não necessitam de muito madeirame, ficando o telhado mais leve do que com telhas de barro.
As paredes devem ter 1,50m de altura e o restante poderá ser fechado com tela ou, ainda, com cortinas de plásticos usados para proteger os coelhos do vento. Depois de construído o galpão, instale as gaiolas de arame galvanizado, de tamanho padrão que são encontradas em lojas especializadas: 80 X 60 X 45 cm.
Para uma criação pequena, o galpão poderá ter 8 X 4 metros, comportando inicialmente 16 gaiolas, isto é, oito em cada lado, para abrigar raças médias. Mas também poderá ser feito de tal maneira que, mais tarde, se construa outro tanto, para ser colocado como se fosse o segundo andar.
Para 10 matrizes (para cada 10 fêmeas é necessário apenas um macho), são necessárias, no mínimo, 16 gaiolas: uma para o macho, uma para cada matriz, e algumas de reserva para os filhotes (antes de irem para as gaiolas de engorda). As gaiolas devem ficar a 80 cm do solo.
Fixadas as gaiolas, coloque os bebedouros e comedouros dentro de cada uma (normalmente a gaiola já vem com comedouro externo, que são os ideais. Os bebedouros, também encontrados no mercado, são do tipo canudo e adaptados com uma garrafa do lado externo da gaiola).
O corredor, entre as gaiolas, deve ser cimentado. A esterqueira, que fica sob as gaiolas, deve ter seu nível abaixo do corredor e ser inclinada para deixar o esterco sempre seco.


Doenças:
 Mixomatose:
A Mixomatose é uma doença infecto-contagiosa que afeta os Coelhos (leporídeos) e causada por um poxvírus denominado fibroma de Shope.
O vírus transmite-se por contato direto, mas principalmente através de vetores (como por exemplo, mosquitos ou pulgas). Os insetos que se alimentam de sangue, podem manter o vírus ativo durante meses e disseminar facilmente a doença.
Após a picada pelo inseto contaminado, os sintomas podem aparecer entre cinco dias a uma semana. Os sinais típicos são edemas generalizados, principalmente em redor da cabeça (olhos e orelhas), disseminando-se rapidamente por todo o corpo.
A doença é na maioria das vezes fatal. A morte pode ocorrer entre 48 horas a duas semanas após o aparecimento dos sinais clínicos.
A prevenção da doença faz-se através da vacinação e controle de insetos

Hemorragia Viral :
A Doença Hemorrágica Viral (DHV) é uma doença infecto-contagiosa que afeta Coelhos, causada por um calicivírus.
A DVH é altamente contagiosa, transmite-se quer por contato direto, quer indireto (através de objetos contaminados, roedores e insetos). Os objetos contaminados se não forem lavados e desinfetados podem ser uma fonte de contágio mesmo após a eliminação dos animais doentes.
Os animais afetados morrem muitas vezes sem apresentar quaisquer sinais clínicos, outras vezes apresentam sintomas neurológicos (incoordenação, excitação) e por vezes hemorragias pelo nariz ou outros orifícios naturais. Os sintomas manifestam-se cerca de 48 horas após a infecção.
A mortalidade pode variar entre os 50 e 100%. Os coelhos que sobrevivem à doença permanecem como portadores e podem continuar a excretar vírus durante aproximadamente um mês.
A prevenção da doença faz-se através da vacinação e controle de insetos e objetos contaminados.


Sarna Auricular:
É esta uma doença comumente encontrada nas criações de coelhos, cujo rápido contágio facilita em pouco tempo a propagação da moléstia entre todos os animais. A sarna auricular é uma infecção parasitária ocasionada por dois parasitas, Psoroptes communis e Chorioptes cuniculis, os quais se localizam dentro do ouvido do coelho, na parte profunda da pele, chegando muitas vezes a provocar a morte do animal quando não tratado em tempo.
A primeira manifestação de sarna de orelha começa pelo aparecimento de forte irritação, no interior de um dos ouvidos do coelho, seguida de inflamação e formação de uma secreção espessa, que em poucos dias torna-se serosa e amarelada. Com a continuação da doença, há formação de crostas ou escamas de cor amarelo-pardo, aderentes à parte interna da orelha fechando completamente o ouvido do animal.
Os animais assim infectados tornam-se fracos, emagrecendo rapidamente, chegando muitas vezes à morte; inclinam a cabeça para o lado doente, procurando coçar com as patas a orelha atacada. Com o avançar da doença , iremos encontrar juntamente com as crostas, sangue e pus, de cheiro fétido. Tratando-se de moléstia muito contagiosa, o criador deve tomar medidas de profilaxia e higiene a fim de impedir a propagação da moléstia.
Medidas Profiláticas - Manter uma limpeza rigorosa nas coelheiras. Não permitir a entrada de animais doentes na criação; todos os coelhos deverão ser examinados periodicamente.
Os animais doentes deverão ser logo observados pelo seu veterinário assistente e isolados. As gaiolas ocupadas pelos coelhos doentes deverão ser desinfetadas.

Suinocultura



Modelos de sistemas de produção:

Basicamente as criações podem ser intensivas ou extensivas.
Na criação intensiva os animais são criados confinados em baias ou gaiolas, num terreno relativamente pequeno- proporcional ao tamanho de sua granja- , apresentando preocupação com a produtividade e economicidade do sistema. Existem 3 tipos de criação intensiva: ao ar livre, em que os animais ficam em piquetes, exceto nas fases crescimento e terminação, nas quais ficam confinados; tradicional, em que se utiliza os piquetes apenas para os machos e para se fêmeas em cobertura ou gestação; confinado, em que os animais permanecem de todas as categorias permanecem sob piso e sob cobertura, podendo subdividi-los por fases em vários prédios.

Tipo de Produção:

O produtor pode optar por uma produção que englobe todo ciclo de produção ou por apenas uma fase ou outra do ciclo de produção. Assim, a produção pode ser classificada em : produção de ciclo completo, que abrange todas as fases de produção e que tem por produto o suíno terminado; produção de leitões, que envolve a fase de reprodução e tem por produto final os leitões - estes podem ser leitões desmamados, que tem em média 21 a 42 (6 a 10 Kg)dias ou leitões para terminação, que tem em média 50 a 70 dias (18 a 25 Kg); produção de terminados, que envolve somente a fase de terminação e que tem por produto final o suíno terminado; produção de reprodutores, que visa obter futuros reprodutores machos e fêmeas.

Monitorias Sanitárias:

A sanidade ou saúde é um dos pilares de sustentação da produção intensiva de suínos, uma vez que objetiva diminuir riscos e reduzir custos, e para tanto exige medidas de biossegurança, programas de vacinação, medicacõs profiláticas, programas de limpeza e desinfecção, entre outros.
As monitorias sanitárias são formas de constatar, qualificar e quantificar o nível sanitário de populações de suínos para determinada doença ou infecção.
Com essas monitorias, feitas por médicos veterinários, é certificar que uma determinada granja está livre de uma determinada doença ou quantificar os níveis em que certa doença se apresenta para tomar iniciativas corretivas ou preventivas. Ainda com a monitoria, é possível verificar os resultados obtidos após a aplicação de certa medida.
Essas monitorias podem ser feitas aos animais, ao ambiente onde os animais estão alojados, aos insumos que são utilizados no sistema de produção (água, ração, medicamentos) e às pessoas que trabalham com esses animais.
As monitorias podem ser feitas por exame clínico ou necropsia, por exames laboratoriais sorológico, bacteriológico, virológico, parasitológico, histopatológico, ou em abatedouros o exame anatomopatológico.
Quanto a monitoria sorológica, esta consiste em detectar doenças que freqüentemente acometem um sistema de produção de suínos que merecem a atenção dos produtores como a leptospirose, parvovirose, doença de Aujeszky, pleuropneumonia suína, síndrome reprodutiva e respiratória suína, gastroenterite transmissível, pneumonia enzoótica, renite atrófica progressiva, pasteurella, tuberculose, brucelose, entre outras.
Existe, como já citado, a possibilidade de se monitorar o ambiente da granja. Para uma granja que, mesmo realizando práticas de manejo adequadas ( de população, lavagem, desinfecção e vazio sanitário), sofreu um problema sanitário é possível avaliar se essas práticas foram bem feitas introduzindo animais "cobaias" (sendo sentinela um outro termo, que também é muito empregado neste caso) na granja, avaliando o desempenho deles, antes de introduzir uma nova população.
Para uma boa manutenção ambiental, mantendo o nível de contaminação ambiental sob controle, é necessária a adoção de um programa de limpeza e desinfecção da granja, garantindo um sistema mais eficiente e lucrativo.
Algumas práticas simples podem ser adotadas como evitar presença de fezes no piso, de leitões doentes junto com os sadios, de cadáveres não enterrados, instrumentos de trabalho sujos e contaminados como tesouras, alicates, pás, carrinhos...e instituir a utilização de roupas e botas exclusivas para uso na granja, diminuir ao máximo o contato dos funcionários da granja com outras criações, limitar o número de visitantes na granja e, quando o tiver, instituir o banho e a troca de roupa das visitas.
Estas medidas não irão impedir totalmente o risco da ocorrência de doenças, mas o minimiza significativa-mente.
A monitoria de insumos como água, ração, vacinas é importante também para prevenção de agentes não desejados na granja, evitando o uso de rações mofadas, água suja ou quente, e medicamentos com prazo de validade vencido ou armazenados de forma incorreta.
Essas práticas de monitoria, limpeza e desinfecção trarão benefícios ao criador não só na melhoria da performance e na produtividade, mas também na redução de gastos com medicamentos, de animais refugos e de doenças como diarréias, problemas de pele e respiratórios e com parasitas.

Controle de Parasitas:

Doenças causadas por endoparasitas, mais conhecidas como verminoses, merecem grande atenção dos criadores, pois são responsáveis por grandes perdas anuais em granjas de suínos cujo sistema seja extensivo ou semi-intensivo, ou seja, em sistemas nos quais os animais têm contato com a terra.
Essas doenças podem acometer tanto animais jovens como adultos, retardando muito - quando não levam à morte - o desenvolvimento do animal e a obtenção do produto desejado.
Os sintomas mais observados são diarréias, anemias, desidratação, perda de apetite, podendo levar à morte.
Além das medidas de limpeza e desinfecção é adotado o uso de anti-helmínticos para controle de endoparasitoses, mas estes devem ser usados corretamente para cada fase do sistema de produção, como na amamentação, suínos desmamados ou na engorda, matrizes e cachaços e por isso devem ser ministrados sob orientação de veterinários.
As ectoparasitoses também são comumente encontradas nas granjas causando grandes perdas na produção. São representadas pelas sarnas, piolhos, pulgas e bicheiras (moscas causadoras de miíases).
A sarna caracteriza-se pelo aparecimento de prurido intenso, pústulas (feridas), crostas, queda de pêlo e espessamento da pele nos animais.
Normalmente, usa-se a pulverização, banhos de imersão, camas medicadas e aplicações manuais (injetável ou pour-on) de acaricidas, ou seja, sarnicidas, sendo que estes medicamentos devem ser prescritos por veterinários.
Já os piolhos são percebidos pelo criador só ao longo de um certo tempo, com perdas graduais e contínuas , retardando o crescimento de leitões, perda de peso e ainda pode ser vetor de doenças graves como peste suína, varíola e erisipela.
É facilmente diferenciado da sarna, pois é possível visualizar o parasito na pele dos animais.
Diversos inseticidas têm ação piolhicida, mas é
preciso a indicação correta do medicamento, além da boa aplicação do medicamento em todas as partes do corpo do animal (inclusive dentro das orelhas), bem como nas instalações e equipamentos.

Controle De Moscas:

Esse inseto é causador de grandes prejuízos na prática de produção de suínos, uma vez que veiculam agentes causadores de doenças como bactérias, vírus, protozoários, ovos de vermes, além de utilizarem, em alguns casos, do próprio tecido animal (pele, sangue) quando este apresenta alguma lesão, para completarem seu ciclo de vida.
Além desses problemas, as moscas causam estresse nos animais e sujam o ambiente (paredes, vidros, lâmpadas, bebedouros, comedouros) com suas fezes e vômitos.
Algumas medidas de controle podem ser citadas, entre elas: não deixar esterco acumulado nas instalações; lavar as instalações com água, pelo menos 2 vezes por semana; animais mortos, resíduos de parições e outros resíduos devem ser enterrados ou colocados em fossa construída para tal finalidade; uso de telas e portas nos locais onde se trabalha com alimentos; utilização de inseticidas indicados para tal fim; ter um esquema de tratamento de dejetos ou, pelo menos, separar a parte sólida da líquida.
Essas medidas permitem uma redução de 90% da população de moscas, com a vantagem de serem de baixo custo.
Cuidados:

  
1. Cuidados antes do nascimento:
- Desinfecção da maternidade;
- Três dias antes do parto, lavar e desinfetar a porca e alojá-la na maternidade;
- Assegurar boa proteção e temperatura adequada na maternidade, sem prejudicar a renovação do ar.

2. Cuidados no 1º dia de vida do leitão:
- O criador deve assistir o parto;
- Usar pano limpo ou papel toalha para enxugar os leitões;
- Amarrar e cortar o umbigo dois dedos abaixo do ventre;
- Pulverizar o umbigo com iodo;
- Cortar as presas rente à gengiva;
- Fornecer calor aos leitões com lâmpadas ou campânulas de gás;
- Orientar as primeiras mamadas.

3. Cuidados no período do aleitamento:
- Dar ½ml de vitamina para os leitões mais fracos em dias alternados;
- No 3º dia aplicar 2 ml de medicamento a base de ferro;
- Vacinar contra paratifo na 1ª semana;
- Dar ração inicial a partir do 8º dia de vida;
- Castrar os machos antes da 3ª semana e pulverizar com iodo;
- Desmamar os 1eitões aos 35-42 dias de idade e levá-los para a creche.


4. Cuidados com os leitões na creche:
- A creche é uma instalação onde ainda deve ser feito o controle de temperatura;
- De preferência, alojar os leitões por leitegada;
- Se agrupá-los, formar lotes uniformes com 20 leitões no máximo;
- Os leitões continuam recebendo ração inicial na creche;
- Aos 50 dias primeira dose de vermífugo;
- Aos 60 dias vacinar contra peste suína;
- Aos 65 dias, misturar na ração de recria e inicial, em partes iguais, fornecendo esta mistura até os 70 dias de idade.


5. Cuidados com suínos até o abate:
- Levar os leitões, com aproximadamente 70 dias de idade, da creche para as instalações de recria e terminação;
- Alojar os leitões em baias, de preferência, formando os mesmos grupos da creche;
- Fornecer ração recria à vontade até completarem 55-60 kg de peso vivo;
- Aos 120 dias aplicar segunda dose de vermífugo;
- Dos 55-60 kg de peso vivo, fornecer ração de terminação até o abate;
- Os animais estarão prontos para o abate com 95-100 kg de peso vivo;
Obs: Os animais destinados ao abate nunca têm acesso a piquetes

CRIAÇÃO:

 
Sistema Extensivo ou a Solta: os animais são rústicos, não recebem nenhuma alimentação, sem controle sanitário, restos de cultura, sem ração, ou na própria cultura.

Sistema Semi-Extensivo: animais presos em mangueirão recebendo algum tipo de alimentação (animais rústicos).

Sistema Intensivo: confinado e semi-confinado.

a) confinado: diminui a vida útil do animal. Os animais engordam e cai eficiência reprodutora, raças altamente especializadas. Todas as fases ocorrem em confinamento. Balanceamento perfeito da alimentação, mão-de-obra especializada. Manejo perfeito.
b) semi-confinado: algumas fases ocorrem em piquetes (gestação, pré-gestação, machos reprodutores, aleitamento). Outras fases confinadas (recria, acabamento). Parição: (5 a 7 dias antes a porca é confinada).

Fases da Criação
Cria Fêmeas em gestação, pré gestação, lactação, leitoas mamando de 28 a 42 dias (+ ração).

Recria
Futuras fêmeas para plantel, de 7 a 8 meses, cachaço adulto de 12 a 15 meses, cachaços jovens de 8 meses, leitões desmamados de 60 a 70 dias de 18 a 22 kg, até 120 dias ou 55 a 60 kg.

Terminação ou Acabamento
De 120 dias ou dos 60 aos 180 kg 
Engorda:

 
Por ser considerada a fase mais fácil de manejar os suínos, a terminação é muitas vezes negligenciada, não sendo cuidadosamente observados certos aspectos importantes que podem roubar os lucros do criador. Vamos considerar a fase de terminação como aquela compreendida entre os 25 quilos de peso até a venda dos animais para o abate, em torno de 90 quilos. Os 25 quilos de peso do leitão coincidem com a época em que ele deve ser retirado da gaiola (creche) e alojado num local definitivo até a venda.

Alimentação:

No dia em que os leitões são retirados do local onde estão alojados e levados ao galpão de terminação, a alimentação não deve ser mudada, administrando-se por mais de dois a três dias o mesmo alimento que vinham recebendo.
Um aspecto importante a considerar nas mudanças de uma fase de alimentação para outra é que toda troca deve ser gradual - ou seja, deve demorar no mínimo três dias; no primeiro dia administra-se 25% do novo alimento; no segundo dia, 50%; no terceiro dia, 75%; e finalmente no quarto dia pode-se fornecer totalmente o alimento que substituirá o anterior.
A alimentação deve ser administrada em comedouros automáticos com, no mínimo, uma abertura (boca) para cada quatro suínos, e nunca deve faltar, para que os animais desenvolvam-se mais rapidamente e cheguem ao peso de mercado o mais cedo possível.
Uma alimentação bem balanceada é indispensável. Para aqueles que dispõem de grãos (milho e outros) é recomendado o uso de concentrados. Na hora de comprar o alimento concentrado para misturar com os grãos disponíveis na propriedade, é importante levar em conta que. muitas vezes, o mais barato não é o que dará maiores lucros.
E importante verificar a conversão alimentar de cada loto vendido para uma avaliação do desempenho, do manejo executado, da qualidade dos animais, da higiene adotada e do alimento que foi administrado. No caso da ração pronta, o criador deve procurar uma peletizada (granulada), pois, além de evitar desperdícios, melhora de 6 a 8% a conversão alimentar. Em outras palavras, o animal consome menos ração para chegar ao peso de venda e isto é dinheiro ganho pelo criador.

Água:

É indispensável e deve estar a disposição dos animais a todo o momento; deve ser de boa qualidade e livre de impurezas. O consumo, nesta etapa, é de aproximadamente três litros puxa cada quilo de alimento consumido. E recomendível mandar analisá-la pelo menos uma vez por ano, coletando-se amostras na fonte, na caixa e no bebedouro. Deve haver um bebedouro para cada grupo de 20 a 25 animais; em climas quentes recomenda-se colocar dois bebedouros. Devem ser colocados no sentido oposto do comedouro, sobre a parte ripada (se o piso tiver) ou próximo à abertura (luz), por onde passarão os dejetos.

Temperatura e ventilação:

Na fase de terminação, a temperatura ideal é em torno de 21ºC. A má ventilação em galpões de suínos, quando as repartições estio completas e há uma concentração de gases provenientes das fossas de retenção de excremento, pode desacelerar o crescimento, criar problemas sociais e originar mordeduras de rabo.

Agrupamento: 

É importante agrupar os leitões por tamanho e não necessariamente por leitegada. pois apresentam um desenvolvimento uniforme e chegam mais rápido ao peso de abate. Se o criador engordar os animais separadamente por sexo, os machos chegarão ao peso de abate dez dias antes que as fêmeas; estas porém, terão um melhor rendimento de carcaça, uma melhor conversão alimentar. Para esta prática, recomenda-se um programa de alimentação por sexo.

Instalações:

É um fator importante a considerar. há anos atrás, achava-se necessário que a orientação do galpão de terminação no sentido Norte-Sul. hoje, não é necessariamente obrigatório construí-lo neste sentido, principalmente se a granja estiver localizada em região de clima quente. De um modo geral, deve construído de tal maneira que o sol corra em cima da cumieira.
Cada repartição do galpão de terminação deve alojar de 20 a 25 animais e não mais. O piso deve ter uma declividade de 2cm no sentido do corredor para as paredes laterais.